O bebê do sexo feminino encontrado morto dentro da lixeira de um condomínio em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (23), apresentava uma luxação em um dos braços e uma má-formação na região da cabeça. As informações foram divulgadas pelo delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.
A criança, que tinha desenvolvimento compatível com cerca de 35 semanas de gestação, ou cerca de 8 meses e meio, foi encontrada por trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo do condomínio Chapada do Poente. Ela estava dentro de uma caixa, enrolada em um saco plástico e ainda com o cordão umbilical.
Segundo o delegado, há indícios de que o bebê tenha sido abandonado por um morador ou visitante, já que a lixeira fica na área interna do residencial.
O trabalhador relatou que levava a lixeira para a área de separação dos resíduos quando percebeu um saco plástico contendo uma caixa. Ao verificar o conteúdo, encontrou o bebê e acionou o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na esperança de que a criança ainda estivesse viva. No entanto, a morte foi constatada no local.
Conforme Rogério Gomes, além da luxação em um dos braços, o bebê apresentava uma deformidade na cabeça. A suspeita inicial é de que a lesão possa ter ocorrido durante o parto, mas a causa será esclarecida pelos exames periciais.
Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os primeiros levantamentos no condomínio, enquanto investigadores recolhem imagens das câmeras de segurança do residencial para tentar identificar quem deixou a criança na lixeira.
O delegado explicou que apenas os exames da perícia poderão confirmar se o bebê nasceu com vida ou já estava sem sinais vitais no momento do parto.
“O resultado da perícia será determinante para a investigação. Dependendo das circunstâncias, o caso pode configurar crime de aborto ou, caso a criança já tenha nascido sem vida, outras tipificações penais poderão ser analisadas, como vilipêndio de cadáver”, afirmou.
O caso segue sendo investigado pela DHPP.

