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Saiba que são os servidores alvos de operação por extorquir colega em R$ 1,1 milhão

Os servidores concursados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Fernanda da Matta e Deiwison Ortelhado, e um policial militar ainda não identificado são apontados como integrantes do esquema de extorsão e lavagem de dinheiro investigado na Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (21). Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá, o grupo teria causado um prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma servidora da própria pasta.

Conforme a investigação, Deiwison pediu à colega que emprestasse sua conta bancária sob a alegação de que estava endividado. Após uma transferência ser realizada para a conta da vítima, ele e Fernanda passaram a afirmar que ela também havia contraído uma dívida com supostos agiotas e que precisaria pagar os valores para evitar ser morta.

Ao longo de quase quatro anos, a servidora viveu sob ameaças constantes e realizou sucessivas transferências aos investigados. Para manter os pagamentos, utilizou recursos da previdência privada, contratou empréstimos, fez saques no cartão de crédito e consumiu as economias que guardava para construir uma casa.

De acordo com o delegado Hugo Abdon Lima, responsável pelo caso, o grupo se aproveitou da vulnerabilidade emocional da vítima para manter o esquema.

“Eles perceberam que, literalmente, a vítima era uma ‘galinha dos ovos de ouro’. Pressionavam ela e utilizavam uma engenharia social muito parecida com a aplicada por estelionatários”, afirmou.

As investigações apontam que Fernanda e Deiwison centralizavam o fluxo financeiro, enquanto o policial militar investigado seria o responsável por articular a circulação dos recursos. Também são investigados dois moradores de Várzea Grande apontados como “laranjas”.

Quebras de sigilo bancário e análises financeiras revelaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados movimentou cerca de R$ 7 milhões, reforçando a suspeita de lavagem de dinheiro.

Nesta fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 3,3 milhões em contas bancárias, o sequestro de seis veículos e uma motocicleta, além de impor medidas cautelares para impedir que os investigados se aproximem da vítima.

Ninguém foi preso durante a operação. A DERF continua investigando o caso para identificar possíveis outras vítimas do grupo. Paralelamente, os servidores da SES deverão responder a processos administrativos disciplinares.

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