Em uma resposta robusta à emergência de saúde pública, a Prefeitura de Campo Verde concluiu um mutirão de limpeza que retirou cerca de 150 toneladas de entulho do Residencial Santa Rosa. A ação, encerrada na última terça-feira (18), teve como objetivo primordial conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, após o registro de vários casos da dengue tipo 3 (Denv3), um sorotipo considerado mais agressivo e nunca antes detectado no município.
A Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com a Secretaria Municipal de Obras e Viação, organizou a força-tarefa para reduzir drasticamente o índice de infestação do mosquito. As atividades começaram no último sábado (15), com Agentes de Combate à Endemias e Agentes Comunitários de Saúde realizando visitas domiciliares para orientar os moradores e identificar possíveis focos.
A etapa de recolhimento dos resíduos teve início na segunda-feira (17), focando na eliminação de criadouros em potencial. Para isso, a Secretaria de Obras e Viação disponibilizou dois caminhões, uma retroescavadeira e dois funcionários, essenciais para a operação de grande porte. Durante o mutirão, foram coletadas 15 cargas de entulho, cada uma com 12 metros cúbicos, somando as 150 toneladas de material.
Entre os resíduos sólidos recolhidos estavam móveis velhos, sobras de construção, restos de podas de árvores e lixo doméstico, todos destinados a locais adequados pelas secretarias. A dengue tipo 3 representa uma preocupação especial para as autoridades de saúde, pois sua manifestação pode evoluir rapidamente para um quadro grave.
Os sintomas da Denv3 incluem febre alta repentina (acima de 38°), dores intensas atrás dos olhos, fortes dores musculares e nas articulações, além de manchas vermelhas na pele. Em casos mais severos, pode-se observar sonolência intensa, vômitos, náuseas e diarreias. A recomendação médica é procurar atendimento o mais breve possível ao surgimento dos primeiros sinais.
A Secretária Municipal de Saúde e vice-prefeita, Edna Queiros da Silva, enfatizou a necessidade da colaboração contínua da população para evitar que o Aedes aegypti se reproduza. “Não é porque estamos no período de seca que não temos que nos preocupar com a dengue. Precisamos estar atentos, mantendo nossos quintais e nossas casas sem locais onde o mosquito possa se procriar”, alertou. Além da dengue, o mosquito é responsável pela transmissão da Chikungunya e da Zika.

