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Advogada e jogador de futebol são presos por organização criminosa e lavagem de dinheiro em Cuiabá

A advogada Dayane Karol Moreira e o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Alex Soldado”, estão entre os 10 presos durante a Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (29), contra um grupo investigado por organização criminosa e lavagem de capitais.

A ação é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra e apura a continuidade da atuação da estrutura criminosa, que, segundo a investigação, manteve o funcionamento do núcleo financeiro e a ocultação de patrimônio mesmo após as fases anteriores da apuração.

Alex Soldado já havia sido preso em abril de 2024 durante a Operação Apito Final. Na época, a Polícia Civil o apontou como braço direito de Paulo Winter Farias Paelo, o “WT”, identificado pela investigação como tesoureiro de uma facção criminosa.

Conforme os autos da Apito Final, Alex teria atuado como “laranja” em transações envolvendo um supermercado em Várzea Grande e pago R$ 350 mil em espécie por um apartamento utilizado pela família de WT.

Em agosto de 2024, o juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, concedeu liberdade ao investigado. Na decisão, o magistrado destacou que ele era réu primário, não possuía condenação criminal e determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas comparecimento periódico em juízo, proibição de manter contato com os demais investigados, de realizar transações bancárias com eles, de cometer novos crimes e de frequentar bares e casas noturnas.

Agora, Alex voltou a ser alvo da Polícia Civil na Operação Replay, que cumpre mandados de prisão preventiva, buscas, quebras de sigilo e medidas patrimoniais contra integrantes e colaboradores do grupo investigado.

Além dele, também foi presa na operação a advogada Dayane Karol Moreira, que figura entre os alvos das ordens judiciais cumpridas nesta quarta-feira.

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a nova fase da investigação identificou que a organização criminosa continuava utilizando operadores e terceiros para movimentar recursos, ocultar patrimônio e manter sua estrutura financeira ativa. A investigação também aponta que uma das lideranças seguia exercendo funções de comando mesmo custodiada em uma unidade de segurança máxima do sistema penitenciário estadual.

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