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Jeferson Neves deixa Prefeitura em meio à disputa política na Câmara de Cuiabá

O secretário municipal de Esportes e Lazer de Cuiabá, Jeferson Neves, deixou o cargo na segunda-feira (13). Nos bastidores, a saída é atribuída à disputa política envolvendo o prefeito Abilio Brunini (PL) e a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. A esposa de Jeferson, a vereadora Michelly Alencar (União), não aderiu à articulação do prefeito em favor da reeleição da presidente da Casa, Paula Calil (PL), o que teria motivado a exoneração.

A represália contra vereadores que deixaram de apoiar a reeleição de Paula tem se intensificado nos últimos dias. Demandas de parlamentares que até então integravam a base de sustentação do prefeito passaram a ser deixadas de lado pelo Executivo.

Sem os votos necessários para alterar o Regimento Interno da Câmara e permitir a reeleição da presidência dentro da mesma legislatura, Abilio atendeu a um pedido de Paula e ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso para que a mudança possa ser aprovada por maioria simples. Atualmente, a alteração exige o voto favorável de 18 vereadores. A eleição da Mesa Diretora está prevista para agosto.

Nesta terça-feira (14), os vereadores devem votar a proposta de alteração do Regimento Interno. Nos bastidores, a exoneração de Jeferson é vista como uma forma de pressionar Michelly, que desde o início da gestão se manteve como aliada do prefeito.

Oficialmente, a justificativa apresentada é de que Jeferson deixaria a secretaria para se dedicar à pré-campanha da esposa, que é pré-candidata a deputada estadual. Pela proximidade do casal com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), a expectativa é que ele retorne ao Governo de Mato Grosso. O cargo, no entanto, ainda não está definido. Jeferson já comandou a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer durante a gestão Mauro Mendes (União).

Na semana passada, outro caso semelhante ocorreu na Câmara de Cuiabá. O secretário de Comunicação do Legislativo, Ever Jota, indicado pela primeira-secretária Katiuscia Mantelli (Pode), também foi exonerado. Nos bastidores, a saída foi atribuída ao fato de a vereadora não apoiar a reeleição de Paula Calil. Oficialmente, a justificativa foi de que o jornalista passará a atuar na campanha eleitoral de Katiuscia.

Outros servidores do Legislativo também teriam sido dispensados pelo mesmo motivo. Antes de Paula confirmar que disputaria a reeleição, o vereador Ilde Taques (Pode) articulava uma candidatura à presidência da Câmara, movimento que desagradou o prefeito. Ilde, Michelly, Katiuscia e outros parlamentares votaram com o Executivo durante mais de um ano de gestão.

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